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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Drones são próxima grande revolução? Como o marketing pode se beneficiar disso?

Recentemente estive em uma apresentação da empresa DJI Drones, a maior empresa de drones do mundo.  A apresentação foi feita por Tautvydas Juskauskas, gerente de desenvolvimento da empresa na Europa, que falou sobre a industria, de oportunidades e desafios e de mercados que já foram revolucionados pelos drones, sai de lá encantado.

Tautvydas Juskauskas apresentando a DJI na IE Business School

Conhecemos os drones devido a indústria de entretenimento com fotos e filmagens incríveis, Hollywood têm usado drones em praticamente todos os filmes, mas isso é uma parcela muito pequena do negócio de drones, o mercado mais importante para eles neste momento é a construção civil, o setor imobiliário e a agricultura, mercados que têm sido revolucionados pela entrada dos drones.


Os drones utilizam uma tecnologia de vídeo-imagem de ponta, sendo capazes de reconhecer (e seguir) uma pessoa, baseado apenas em uma foto. Também estão muito avançados em automação, podendo funcionar sem a necessidade de um controlador. Por exemplo, se você quiser fazer um mapa 3D de um prédio, basta programar no GPS do drone os cantos do prédio e ele faz o resto sozinho. Depois de tirar milhares de fotos os dados são colocados em um software especifico que os transforma em mapeamento 3D perfeito.

Se parece impressionante do que os drones já fazem, mais ainda é o que podem fazer num curto espaço de tempo; mapeamento de tráfego, monitoramento de cidades, análise geológica, segurança, meio ambiente, são infinitas as possibilidades e estão apenas começando. Por exemplo, em uma indústria de energia solar os painéis precisam ser verificados um por um diariamente, algo que pode facilmente ser feito por um drone pré-programado de forma automatizada, com velocidade maior e custo menor.

Mas DJI quer ir além, parece ficção científica, mas estão com projetos para drones totalmente autônomos que funcionem 24 horas por dia com energia solar. Os drones seriam conectados a uma rede de dados na nuvem (cloud) e acessados por empresas sob demanda. Assim uma empresa poderia comprar dados pré-coletados pelo drone ou contratar um drone que esteja sobrevoando a região para levantar dados específicos.

São poucas as tecnologias capazes de coletar dados como os drones, depois de coletados estes dados podem ser jogados em uma cloud ou em um software de big data com um algoritmo que irá transformá-los em informação sobre os clientes, seus hábitos de consumo e oportunidades de inovação, revolucionando a forma como o marketing toma decisões. Eu que faço também um Mestrado em Comportamento do Consumidor sei o quanto informação é fundamental para o Marketing e o quanto as empresas investem nisso.

Porém, ainda existem algumas barreiras, a principal é a questão de regulamentação, cada país tem uma lei diferente, em alguns não tem lei nenhuma e em outros é proibido. Existe também uma barreira tecnológica, como a durabilidade da bateria e a necessidade de uma tecnologia de extrema precisão em todos as peças.

Depois da apresentação, Tautvydas fez uma demonstração surpreendente com os drones da DJI. Eu já tinha visto um drone voar, mas esta foi a primeira vez que vi em lugar fechado e cheio de gente. A estabilidade do drone é uma coisa inacreditável, ele não mexe um milímetro, respondendo de forma rigorosa e precisa ao controle do operador.

Vejo um futuro próximo com drones sobrevoando cidades de forma automatizada, captando dados que vão ajudar na criação de cidades mais sustentáveis, organizadas, eficientes e melhorares para se viver, além é claro, de facilitar muito a vida do Marketing, que precisa entender seus consumidores. Por isso tudo que digo que drones não são a próxima revolução, são uma revolução que já está acontecendo.

Guilherme Ubiali






segunda-feira, 11 de julho de 2016

Escolas espanholas ganham sotaque global - Entrevista Guilherme Ubiali


Saiu hoje no jornal Valor Econômico a entrevista que dei falando sobre a experiência de estudar um MBA na Espanha. Para quem tiver curiosidade sobre o tema, segue a matéria.

Escolas espanholas ganham sotaque global

Valor Econômico 
Por Stela Campos
11/07/2016


As escolas de negócios espanholas, na verdade, parecem pouco espanholas. Em seus campi, ouve-se de tudo: mandarim, japonês, português, alemão, hindi, entre outros idiomas. Existem muito mais estudantes estrangeiros do que locais. Esse ambiente globalizado, com alto índice de internacionalização nas classes, aliado a um ensino que se equipara às melhores instituições do mundo, têm alavancado as três principais escolas do país nos rankings globais de educação executiva e de MBA.

A história de sucesso da Iese, da IE A história de sucesso da Iese, da IE e da Esade coincide com o crescimento da economia espanhola. "Há 30 anos, o país precisava formar mais administradores, portanto, houve uma importante sinergia com as instituições de ensino de negócios locais", explica o professor José Ramon Pin, diretor acadêmico do MBA Executivo da Iese. Ele conta que a projeção internacional aconteceu a partir dos anos 90, quando elas começaram a figurar nos rankings do jornal "Financial Times" e das revistas "The Economist" e "Forbes", entre outros.

Atualmente, as três escolas são as únicas do país que contam com a chamada "triple crown", que é a acreditação dos três selos de qualidade mais disputados do mundo, da The Association to Advance Collegiate Schools of Business (AACSB), da The Association of MBAs (Amba) e da European Quality Improvement System (Equis). Mas não são apenas os títulos conquistados por elas que atraem os alunos internacionais. A possibilidade de estudar em Madri ou Barcelona e estar na Europa tendo um custo de vida mais baixo do que em cidades como Londres e Paris conta pontos na escolha.

O brasileiro Guilherme Ubiali, 29 anos, aluno do International MBA da IE Business School, decidiu estudar na Europa por conta da experiência cultural intensa proporcionada pela grande diversidade em sala de aula, mas também pela possibilidade de poder trabalhar na região após o curso. "Quando a escolha é entre as 20 melhores do mundo não se perde nada em relação às escolas americanas", diz. Estudar em Madri, segundo ele, é um ótimo "plus". "A qualidade de vida é incrível. É uma cidade moderna que abre inúmeras possibilidades", afirma.

Ele escolheu a IE porque queria aproveitar o "dual-degree", que permite ao aluno em 18 meses ganhar dois diplomas, o de MBA e o de mestrado, além do foco da escola no empreendedorismo. A IE foi criada em 1973, fruto da iniciativa de um grupo de empresários locais, o que pode justificar esse DNA empreendedor. "Sempre fomos uma escola inovadora e disruptiva", diz o reitor Santiago Iñiguez, que está há 12 anos no comando. Ele conta que a instituição foi uma das primeiras a lançar o modelo de MBA executivo na Europa, um programa part-time voltado para executivos que não querem parar de trabalhar para estudar. "Há 40 anos, ele foi muito criticado por ser pouco acadêmico, mas hoje é adotado pelas melhores escolas do mundo."

Iñiguez diz que o mesmo aconteceu nos anos 90, quando a escola lançou os cursos "blended", misturando aulas online e presenciais. "Diziam que era um ensino barato e de má qualidade", conta. O modelo híbrido da escola se tornou um sucesso, o que a levou este ano ao topo do ranking do "FT" em cursos de MBA online. "Tomamos decisões que pareciam suspeitas, mas que ao longo do tempo se tornaram tendências", diz o reitor.

Um consenso entre os reitores das três escolas é que junto com a formação de mercado e técnica, o ensino de administração moderno deve enfatizar o lado humano da gestão. "Nossa visão é humanista, precisamos dar essa perspectiva holística para os alunos", diz Heukamp, da Iese. Santiago Iñiguez afirma que desenvolver líderes tem a ver com criar uma visão de mundo que se alcança conhecendo a história, a literatura, a cultura de outros países, a sociologia e questões ligadas as ciências políticas. "Humanas é a linha que une tudo que tem a ver com os conhecimentos práticos", afirma. A Espanha, com sua rica tradição cultural, pode ser um lugar inspirador quem quiser mergulhar nesses temas.


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